encenação, cenografia, figurinos,

vídeo e interpretação para:

fa(c)tum no limite

só conheço uma obrigação, a de amar...

teatro (amador) com texto e encenação de hugo f. matos, a partir da obra de albert camus, para o teatro artéria. estreia no cine-teatro dos bombeiros de loures, em novembro de 2012.

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interpretação: andreia de brito, cláudia juliano, hugo f. matos, rui filipe mendes

música: max ablitzer, jonh cage

desneho de luz: eduardo frazão

vídeo: max ablitzer, hugo f. matos 

equipa técnica: eduardo frazão, vasco ferreira

 

exilados numa cidade quase vazia e condenados à peste. a ausência do ruído dos comboios que já não passam, alimenta-nos o desejo de voltar a vê-los. mudamos as pedras de sitio... numa tentativa de renovar a esperança, de continuar a alimentar as memórias. e se a esperança for destruída no final de cada percurso, será a tua capacidade de renova-la, algo tão simples como mudar uma pedra de sitio? o limite está aí... ao fundo... talvez longe... antecipar a chegada será uma opção? ou vais olhar para o espelho e ver o lado absurdo da tua própria vida? alguém te disse que tinhas que sofrer?​ vais perguntar-te porquê, ou viver resignado sem questionar? chorar descontroladamente por nunca atingir a eternidade? absurdo o porquê... revoltar-te perante o destino (factum), esse fado que tens como um facto (factus) incontornável? absurdo. afinal, que importância tem questionar a própria existência, quando o limite é algo inevitável?

hugo f. matos